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LER/DORT e doenças por esforço repetitivo: o problema silencioso de quem entrega o dia todo

03 de março de 2027 · Equipe Só Indenizações

A dor começa devagar. Um formigamento no punho depois de um dia longo. Uma dor no ombro que não passa. Com o tempo, vira uma limitação real — e você percebe que não consegue mais trabalhar com a mesma capacidade.

LER (Lesão por Esforço Repetitivo) e DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho) são condições que afetam quem usa o corpo de forma repetitiva no trabalho. Motoboys, entregadores, motoristas de aplicativo estão entre os mais expostos.

E esses trabalhadores têm direitos específicos quando a doença é reconhecida como ligada ao trabalho.

O que são LER e DORT

LER é o termo mais antigo, usado para lesões físicas visíveis em estruturas como tendões, músculos e nervos causadas por esforço repetitivo. DORT é um termo mais amplo, que inclui também alterações funcionais sem lesão estrutural visível.

Na prática, ambos descrevem o mesmo tipo de condição: dano causado pela repetição de movimentos ao longo do tempo. Tendinite, epicondilite, síndrome do túnel do carpo, bursite — todas entram nessa categoria.

Quando o INSS reconhece a incapacidade

O INSS pode conceder auxílio por incapacidade temporária quando a condição impede o trabalho habitual. Para LER/DORT, o médico perito vai avaliar:

A dificuldade é que LER/DORT são condições progressivas e muitas vezes sem sintomas visíveis nos exames mais simples. Um laudo bem elaborado por ortopedista ou neurologista faz toda a diferença.

A diferença entre benefício comum e benefício acidentário

Aqui está o ponto que mais impacta os direitos do trabalhador:

Benefício comum (B31): concedido quando a incapacidade não tem nexo reconhecido com o trabalho. Você recebe o auxílio, mas sem estabilidade no emprego e sem FGTS durante o afastamento.

Benefício acidentário (B91): concedido quando o INSS reconhece que a doença é causada ou agravada pelas condições de trabalho. Garante estabilidade no emprego por 12 meses após o retorno e FGTS durante todo o afastamento.

Para quem tem carteira assinada, essa diferença é enorme. Para autônomos e MEIs, o benefício acidentário não muda a estabilidade (não há vínculo empregatício), mas pode facilitar o reconhecimento da sequela e o auxílio-acidente posterior.

Como documentar o nexo com o trabalho

O nexo entre a doença e o trabalho é o que mais afeta o resultado. Para estabelecê-lo:

Para o motoboy: descrever que a dor piora ao segurar o guidão por longos períodos, ao carregar entregas pesadas ou ao usar o celular para aceitar pedidos é informação objetiva que fundamenta o nexo.

Auxílio-acidente: quando fica uma sequela permanente

Se a LER/DORT deixar uma sequela permanente que reduza a capacidade para o trabalho — mesmo que parcialmente — você pode ter direito ao auxílio-acidente. Esse benefício:

O nexo com o trabalho precisa estar bem estabelecido para que o INSS reconheça o direito ao benefício acidentário, que é o pré-requisito para o auxílio-acidente nesses casos.

O que guardar como prova

Se você está desenvolvendo sintomas agora e ainda trabalha:


Se você está com dores que prejudicam o seu trabalho e quer entender se tem direito ao afastamento ou ao benefício acidentário, fale com a nossa equipe pelo WhatsApp. A análise é gratuita.

A leitura é o primeiro passo. A análise do seu caso é gratuita.

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