“Eu vou aposentar com quanto?” É a pergunta de quem chega perto da aposentadoria — e a resposta assusta muita gente, porque depois da Reforma o cálculo mudou. Entender a lógica é importante: é assim que você descobre se vale a pena esperar mais um pouco e se o valor que o INSS pagou está certo.
Passo 1: a média de TODAS as contribuições
Antes, o INSS descartava as 20% menores contribuições. Depois da Reforma, não descarta mais: entra a média de todas as suas contribuições (desde julho de 1994). Isso, na prática, costuma reduzir a média de quem teve contribuições baixas no começo.
Passo 2: a regra dos 60% + 2%
Sobre essa média, aplica-se um percentual que começa em 60% e aumenta 2% para cada ano de contribuição que passar de 20 anos (para homens) ou 15 anos (para mulheres).
Em outras palavras:
- 20 anos (homem) = 60% da média;
- 21 anos = 62%;
- 25 anos = 70%;
- 40 anos = 100% da média.
Por isso, cada ano a mais de contribuição aumenta o seu percentual — e o valor da aposentadoria.
Os limites
- Piso: nenhuma aposentadoria é menor que 1 salário mínimo;
- Teto: nenhuma ultrapassa o teto do INSS.
Por que o valor pago pode estar errado
- Contribuições faltando no CNIS reduzem a média;
- O INSS contou anos a menos e aplicou um percentual menor;
- Usou valores desatualizados;
- Não considerou tempo especial ou rural que aumentaria a conta.
Como conferir (e às vezes aumentar)
- Puxe o CNIS e confira todas as contribuições.
- Some os anos corretamente (incluindo especial/rural).
- Calcule a média e o percentual (60% + 2%).
- Compare com o que o INSS pagou.
- Avalie se esperar mais um pouco aumenta bastante o valor.
O erro que reduz a aposentadoria para sempre
Aposentar no susto, sem conferir o cálculo nem o tempo. Como a aposentadoria é vitalícia, um erro de cálculo vira prejuízo todo mês, para o resto da vida.
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